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em vitrine.

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Tens em cada sarda, em cada detalhe teu - o dom do amor. Quando os abraços não me são casa e quando ser casa é o silêncio - transformas a definição de conforto. Os teus abraços são casa e a tua voz faz-me feliz. Depois de todas as fases e todas as faces de nós; fica o amor em vitrine. Emo ldurado. O que foi dito e o que ficou por dizer. O que se verbalizou e o que o nosso corpo contou em segredo. Palavras sagradas. Sagrados os sentimentos. Nós - em vitrine. Somos a concretização de pequenos proje tos que nos abafam e nos engolem. Como se a vida fosse um bolha de infinitas possibilidades e nos levasse a explorar todos os Universos do amor.    Dá-me o que é teu. Excluindo todos os pressupostos e o politicamente  corre to  das regras de amar. Dá-me o que é teu. Sejamos, em bruto, a construção divina que de divina  só tem a esperança. Que de mágica  só tem o destino. Contornando as adversidades e rasgando os retratos que ficam  de memórias ...

NEVOEIROS

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São os mantos e os prantos que nos acolhem destas tempestades idealizadas em dias de previsível nevoeiro. Não me vou desenhando nos escreveres e ergueres destes castelos que nos acolhem e abrigam da necessidade de tempo e espaço mas vou-me reencontrando na capacidade de entrega a mim e ao resto. Não me lembro de ter trazido na bagagem dos acostumados a partir, a multiplicidade e ainda menos a paz associada a ela. Recordo-me ainda assim de projectar tal objectivo pessoal num futuro mais longínquo. Sei que estes dias frios nos trazem a necessidade de um conforto quase exclusivo como que se as mantas fossem necessariamente substituídas pelo contacto humano e estabelecêssemos assim, mais facilmente, relações duradouras. Possivelmente a caracterização deste sabor a chá frágil como as pernas cansadas dessas pessoas velhas dos poemas e o quente descritível proveniente das lareiras que cheiram a castanhas são só refúgios à falta de amor nos corações frios das pessoas – e não é do Inverno,...