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A Bíblia nos meus ovários.

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A fé transformada numa massa de destruição. Invadem as vidas que não lhes pertencem ; chocam as Mulheres que a ninguém pertencem.  Todes  na entrada das clinicas.  Todes  na entrada do livre arbítrio. Arrancam da coragem a possiblidade; arrancam do íntimo de cada uma a sua privacidade.  Mãe; Davas uma linda mãe. -  Filhes de Deus; filhes de uma mentira. E nós - filhas de uma sociedade patriarcal. Nunca donas de nós.    O policiamento do corpo; o policiamento, de facto, que nos tenta calar. Hoje desligaram-nos os microfones na tentativa de nos silenciar. A voz é a dada a quem a usa para traumatizar. Chocar. Escrevem a bíblia nos meus ovários. Fazem-nos tatuagens de uma crença. De abortos espontâneos de ignorância. Somos  todes  fetos que fedem imposições. Obrigações. E não há aqui nada de bonito. Uma entrada de uma clinica - terços. Rezas. Gritos.  Mãe; Davas uma linda mãe.  Criadas para reproduzir; para se cal...

Simbolicamente - Armários

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Come and take a walk on the wild side Choose your last words/ This is the last time/ Cause You and I/ We were born to die São gritos secos que rompem o resto das cordas vocais e a voz é partida em cristais que mutilam corpos de outros – guerreiros. São sussurros pendurados como a roupa e abandonados à espera que o Sol traga iluminação, que enchem o peito para afirmar vitórias onde nem a figuração lhes foi apelido.  O que resta aos que as asas não permitem voar, por existirem princípios bonitos de liberdade – é a história e o que fica ditado nela; memórias de pessoas Grandes.  Os caminhos que cruzo nas estradas onde o trânsito é palco e o anonimato é protagonista, ensinam-me a verdade sobre esses armários e os (não) esqueletos dentro deles. Um cheiro que escarnece intimidado pela presença convicta de mentiras. Entretanto – enquanto uns brincam aos pais e às mães – outros são balas no peito inevitáveis; propositadas – gritos cheios de quereres desesperados atacados por...