Her (beautiful) sadness
Não é a chuva que te preenche a cara em forma de protesto e pretextos – não és se não cabelos quase loiros escondidos nas nuvens, não no Sol – nunca em ti. Não és se não o medo constante de tropeçar no teu próprio estado de espírito. Essa libertação que se assemelha a um abismo espelhado na falta de coragem de voar, enterra-te num buraco mais fundo do que o que tens escavado como refúgio – como contingência. Esses rituais de passagem em que te revês, hábito comum de acenar e fingir ser – esses rituais que te engolem numa cidade minúscula comparada a ti – destroem o resto em que te constróis. Não é tudo - mas existem amanhãs cheios de pontes e facilidades; não é tudo - mas existe amor dentro de ti suficiente para alimentar todas essas poesias indecifráveis condecoradas - eternas. Não é tudo mas (silêncio) és o maior exemplo de felicidade. Mapa óbvio para decifrar o que é ser-se bonito – genuinamente, bonito. Inveja-te quem não consegue transpirar tanta simplicidad...