Cidade Invicta
Imaginada pintada nuns tons delicados, facilmente foi transformada numa imagem real de alturas. Pontes abstractas à quantidade de sonhos que se projectam no horizonte do rio. Fomos só mais dois corpos a deliciarem-se com o anonimato de não se ser parte dos sítios. Caminhos inventados pela pressão de querer chegar a mais – saber mais. Entretanto também éramos estátuas dessas ruas sem fim, cansadas – as ruas e nós. A certeza do cheiro a estran ho compreendido entre a curiosidade e o desafio da exploração. O sorriso das pessoas é trazido como uma dessas lembranças fáceis; uma simpatia assente na delicada forma de dizer: bem-vindas. Uma bagagem preenchida por coisas que não se levam, nem se trazem – que ficam. A certeza do regresso e a paixão que abunda da boniteza desses azuis todos, que combinavam com as expectativas presas nos pressupostos. Cidade presa por um fio – ligações de abismos que tornavam os olhares elevados e os corações colocados nas altitudes. Houve espaço para ...