Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta porto

Cidade Invicta

Imagem
Imaginada pintada nuns tons delicados, facilmente foi transformada numa imagem real de alturas. Pontes abstractas à quantidade de sonhos que se projectam no horizonte do rio. Fomos só mais dois corpos a deliciarem-se com o anonimato de não se ser parte dos sítios. Caminhos inventados pela pressão de querer chegar a mais – saber mais. Entretanto também éramos estátuas dessas ruas sem fim, cansadas – as ruas e nós. A certeza do cheiro a estran ho compreendido entre a curiosidade e o desafio da exploração. O sorriso das pessoas é trazido como uma dessas lembranças fáceis; uma simpatia assente na delicada forma de dizer: bem-vindas. Uma bagagem preenchida por coisas que não se levam, nem se trazem – que ficam. A certeza do regresso e a paixão que abunda da boniteza desses azuis todos, que combinavam com as expectativas presas nos pressupostos. Cidade presa por um fio – ligações de abismos que tornavam os olhares elevados e os corações colocados nas altitudes. Houve espaço para ...
" Vou. Avanço, avanço e regresso. E cada quilómetro, um mês; e cada metro, um dia. Avanço para o que fomos. Encontrei nas pedras deste caminho, no luminescente desta viagem, um espaço por onde entrei e acelero, onde cada quilómetro em frente é um mês que recuo. E avanço neste caminho que fizemos mil vezes juntos e avançam as estações do ano: primavera inverno outono verão primavera inverno... E avançam os quilômetros neste sítio onde entro como se caísse. Vertiginosamente. Atiro-me neste poço, no fundo que não se vê deste poço. E há tanta luz. Há os instantes que vivemos mil vezes juntos e que agora nascem sem nós e nos ultrapassam. Há o sol que partilhamos mil vezes e que agora não te aquece, que agora não me aquece. Pai. Passo por tudo e tudo me deixa e passa por mim. Caio. Avanço. Regresso." - José Luís Peixoto em Morreste-me Tudo isto porque sou uma felizarda e recebi um bilhete para o teatro no Rivoli, "Morreste-me". Boas noticias. Momentos cheios - estou a...