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Marching To Overturn The Referendum

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Originally posted: RisingEast Text: Marta Cerdá  On Saturday around 400,000 people marched to Parliament Square to demand a final say on Brexit. People may argue about the exact numbers, but the conviction of those that attended was almost palpable. The marchers included people from all over the UK and Europe, and whether you agree with them or not, it is clear that Theresa May has failed to win the public’s trust, and that Brexit has created a deep gap between the citizens and their government. A tide of blue flags with golden stars filled Westminster as the protesters marched to the rhythm of many songs, including a Celine Dion hit with an appropriate title for those on the march who worry that the UK will be left isolated after Brexit: “All by Myself”. The marchers on Saturday were unlikely to have included any of the over 17 million people who voted to leave Europe. But what the march showed was that those who don’t want to leave are dete...

Women's Strike (Again!)

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Women's Strike, London, Bank All over the world women were striking.  In London, Bank, strong opinions were shared. Some people have lost hope – but other people are just now starting their fight. I, however, didn’t strike and went to the protest: Women's Strike - London from Marta Guerreiro

Shout Out For The Dykes And Lipsticks

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Originally published at Rising East Lesbians of whatever age just have to have a position on The L Word, the American TV show which ran for six season between 2004 and 2009. If you haven’t got anything to say about it, that’s like being straight and never having watched Friends . News that the show is set to return later this year means that all of us Pillow Princesses will be wanting to lie down and watch the re-boot. I’m half-joking but the importance of this show should not be underestimated. Back in 2004 it was the first TV drama series with lesbians as protagonists. Before then, there was TV for gay men and under-the-counter romances for women, but nothing much for us ladies on the small screen. The fact that this show even existed, helped many women to come out of the closet. As I write this, I’m feeling nostalgic about what it meant for me personally. The series tells the story of a group of lesbians and bisexuals and their straight friends. The focus wa...

Os dias sem fim

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Os dias que não acabam têm esta particularidade de nos colocarem encostados a paredes de vidro – frágeis. Estes são os dias que começam com a tranquilidade de uma manhã de Primavera e terminam com a violência de uma tempestade.  São os dias que fazem doer. Deixamos de reconhecer quem somos e voltamos ao ponto de partida – quem sou eu e o que faço aqui? São os dias que não acabam – aqueles em que o nosso coração, de tão bom que é, se revolta por dar mais, sempre mais. Estes são os dias em que não me encontro, em que me escondo e finjo não ser. Os dias que não têm fim. Os dias que parecem agulhas nas costas e toneladas no peito.  Vivemos com a pressa de não sabermos viver e damos tudo o que somos, tudo o que temos, até a energia falhar. Acedo uma vela e não procuro ligar o quadro. Fico assim, sem luz. Penetro na possibilidade da falta de claridade ser sinal de noite. A noite representa o fim do dia – dos dias que não acabam. Uma coisa, outra coisa – tantas coisa...

Uma surpresa que vos trago

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Decidi escrever tudo isto em português, por ser também esta uma surpresa muito portuguesa. Comecei um livro há três anos – sim, três anos. Acabei por evitá-lo imensas vezes, foram muitas as temporadas em que inclusive não sabia onde o tinha guardado. Era bonito dizer-vos que o tenho pronto, que está quase aí, para ser lido. Não é essa a novidade ou a surpresa, no entanto, está a ter um avanço muito bonito. Estou super empenhada em terminá-lo. Envolvi-me agora nesta história como nunca me envolvi em nenhum dos meus livros anteriores. Isso não torna esta etapa melhor do que as anteriores, mas torna a experiência diferente. Quando colocamos tanto de nós em letras, em afirmações, em argumentos, estamos também a permitir que o que existe de mais vulnerável em nós fique exposto. Um sinal de bravura e ingenuidade.  Estou na fase final da minha licenciatura, trabalho num restaurante o tempo que tenho livre, este está a ser um dos capítulos mais preenchidos que vivi. Foi nessa ...

O Natal está a chegar e eu emigrada

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Fotografia por cortesia de Carolina Torres (o Soko e a Frida, dois dos três filhos) Artigo originalmente publicado no P3 Está a chegar o Natal e eu em Londres, não cheira a castanhas nem as miúdas dos secundários andam com a barriga à mostra pela Baixa em pleno Novembro – não há Baixa, nem cheira a castanhas. Não há quem venda cautelas como a minha avó fazia no Natal, nem miúdos a exibirem-se em cima de skates na Praça do Comércio. Dois anos, quatro meses e dezasseis dias desde que emigrei, tinha dezanove anos e deixei em Portugal duas irmãs, um irmão e uns pais com o coração apertado. O Big Ben passou a ser atração para quando a família vem cá visitar e o London Eye sinal de atravessar a ponte para ir trabalhar – isto perdeu a piada amigos. Oxford Street só para entregar currículos e todas as bandas que tenho oportunidade de ver ao vivo, se não comprar o bilhete no minuto que fica disponível, depois só em segunda mão pelo triplo do preço. Ir a Portugal no Natal signi...

O mundo é uma Baleia Azul

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Artigo originalmente publicado no P3 Subitamente, as redes sociais ficaram inundadas com artigos de ajuda para pessoas com depressão. Subitamente, as crianças estão a ser avisadas sobre os perigos online e os perigos das doenças mentais. Subitamente, aquilo que devia ser feito todos os dias está a ser feito agora e até aqui tudo bem. Agora vou questionar: até quando? Talvez até a série 13 Reasons Why deixar de ser tão falada ou até o jogo da Baleia Azul deixar de ser notícia. No mundo real somos séries sobre suicídio e somos baleias azuis, cor-de-rosa, pretas, brancas e amarelas. As doenças mentais estão aqui e não é de ontem, não é do jogo que começou na Rússia, não é da conta da Netflix — é da vida. No mundo real, as crianças, pré-adolescentes, adolescentes e adultos precisam de aconselhamentos e precisam de valorização quando têm doenças como ansiedade ou depressão. A automutilação, para quem não sabe, é um vício como o tabaco e, por favor, poupem-me os discursos das chama...