Tenho estado atenta a detalhes mais pequenos. Quero aperfeiçoar a minha capacidade de observação. Até o pequeno gesto de fritar batatas para um jantar a dois, me despertou mais poesia no peito. Um gesto simples, bonito (e calórico). O poder estar ali, a dividir uma mesa com as mãos que me têm dado uma segurança bonita. O Efeito Borboleta - que ficou por terminar. Uma luz de cabeceira, e um silêncio profundo que se instaura ali, sempre que o Sol se põe. Surpresas em jardins - rosas, e sandes. Para me fazer feliz, para me mmimar. Superei as minhas antes - capacidades. Tenho mostrado a mim própria metas que antes eram inatingíveis. Um amor que fica - mesmo depois das batatas fritas. Mesmo depois das idas a sítios bonitos, calculáveis. Existem sempre mais gestos de amor. Músicas. Filmes. Cartas para escrever. Também existiu uma partilha que ultrapassa o bonito. O nascimento dos bebés da minha hamster. Dez pequenos tes...
As palavras não se esgotam, nem quando os sentimentos nos sufocam e prendem o ar - as palavras não se esgotam. Acrescentasse e acrescentamo(nos) e pedaços de dor que sabemos que existe - não ali, agora ali. Os lençóis não voltam a ser usados e o coração é desfeito, só de reviver (quando reviver devia ser digno de um sorriso, de uma vontade profunda posta em prática, como saudável que é.) - Faz parte, não chores, tudo faz parte! - mas o que é que faz parte? A perda, ela também é bonita. Haver perda pressupõe a que houve algo nosso, que sentimos que foi nosso eventualmente. Não é frio como o Inverno não chorar - nem rejeitar o luto. Visto o meu melhor vestido - branco - enfeito o cabelo com uma trança, em homenagem aos seus longos cabelos, e sei que reviverei os nossos lanches e a sua sabedoria - genuína! É a experiência de vida, já lhe agradeci? Por haver uma vida que pressupôs também ela a uma morte? Obrigada vida. Quando me perguntarem por si, afirmarei que foi a mulher mais fort...
A intolerância - a ignorância, por vezes põe-me em situações de dúvida constantes e inquietantes. Entretanto respiro fundo; lembro-me do que é bom. Tenho tido assim uns dias muito bonitos. Cheios de coisas ( que não são apenas coisas ), a preencherem-me. Tenho feito por mim mas sobretudo pelos outros. Tenho andando por ai a proclamar coisas e a defender coisas que são minhas - e que considero merecedoras de uma defesa. Participei na Marcha LGBT. Para começar. A primeira vez que participei na mesma era pequena, tinha talvez uns 12 anos, ou 13. A magia. O acreditar. (A ingenuidade deles - a ignorância dos outros). Acho sempre bonito poder estar num sítio cuja função é defender o amor. Independentemente se essa não é a ação principal de todos, mas é de maior parte. E é a minha. Levei o meu namorado ( uma conquista) ele não queria ir. Acho que ele não sabia que as coisas podiam ser bonitas. Que as coisas seriam realmente bonitas. Depois também ele teve ca...
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