tempestade vs bonança
A distância inerente desta incapacidade de te
convencer da simplicidade das coisas - para o demonstrar mais do que supostos,
gestos físicos falados nos olhares nus; representa um oceano inteiro.
Representa-nos enquanto Tejo; - este, moderador do que se sucede depois de
confissões rápidas em noites que passam mais rápido do que a vida. Fugas não
planeadas aos já planos pensados lineares. Procuro-te no percorrer da breve
memória, das horas atrás - e as outras; e os dias atrás - e os outros,
procuro-te enquanto ave rápida de liberdades óbvias; enquanto dona do Céu que
me preenche os não adormeceres.
Escondes-te fingida e adivinhada incapaz de enfrentar mais do que a tempestade (mas e a bonança?). Guerras travadas em
arenas pintadas por quem não sabe o que é querer;
o que é gostar. Enquanto as palavras
se petrificam no teu pensar, adivinho os gestos que – eventualmente – escreves no
teu corpo. Uma incerteza perpetuada no meu ver e refugiada no meu reparar.
Distinções entre os cegos e os que querem ser; distinções entre igualmente me
quereres e a coragem para o registar devidamente num sítio qualquer bonito e
suposto.
Pode acabar por ser só uma bonita visão de um céu
sem seres tu; um céu plantado em terras diferentes, que une as pessoas – que faz
delas, próximas. Pode acabar por ser só uma passagem mal abordada e interpretada
– ou teres medo. Tempestades possíveis;
agitações – mas depois, depois…
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