revolution.


"We are the children 
Of the siege you hide
In this rich man's war 
Where the poor just die"

Vou-me construindo atrás dos muros, tapada – invisibilidade presumível pela falta de coragem de me olharem nos olhos; nos olharem nos olhos. A revolução que se dá no peito – que sobe até à cabeça – que acaba nas frases espalhadas pelas cidades imensas. Observam-se os outros – que se imaginam merecedores de tronos; observa-se a autodestruição visível nas vidas sempre iguais – eventualmente - a acomodação é a música que toca nos rádios e as guerras são travadas pelos que fazem história, depois – só depois. Alvos constantes de uma pressão que não escreveram nas mãos; que não nos era destino que não nos era sina. Um mundo de uma imensidão incontável, resumido a uns umbigos gordos de ambição doente. E o verde? O azul? A lama que encheu os corpos dos loucos – a voz que ficou nos cartazes erguidos em troco de um direito – de uma migalha de liberdade para a possibilidade de uma migalha de pão.

Que assim seja – retiro-me enquanto identidade estabelecida, programada e cidadã - se é isto que é o conceito de se ser cidadão – conformismo, cuspo no prato ou faço mais; – faço arte a que as mentes fracas chamarão de vandalismo - revolution. Arte; uma alma cheia e um corpo com marcas de guerra que no fim, me fazem explodir – em vez de bombas com base em padrões rascas – explodir de alegria. Uma pequena sensação de uma vida completa; é só uma – não quero ser mais um rádio chato, não quero ser cega – o oceano onde navego, tem ondas para além da costa.


As conquistas para a possibilidade de hoje me libertar publicamente, não foram feitas pelos que se conformaram com o sistema (não – não sou radicalista/extremista) as conquistas são feitas dos que não temem perder o conforto; os que não temem perder a vida em troco de um despertar urgente para os próximos. Que se abracem as árvores; que se seja do tamanho dos animais; que se ame as pessoas – independentemente de ( )  - que se seja louco –. Embora – no meu modesto observar – louco é aquele que permite ser destruído e não quer gritar à janela – revolução

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