Não existe equilíbrio nas coisas que são demasiado vagas - vastas. A rapidez com que a noite se fez dia, levou com ela a sensação de potência. Impotência. Tento fazer das palavras uma base consistente. Quando o amor se multiplica, multiplicam-se todos os meus planos de não amar. Se os átomos fossem visões e a ciência não fosse exacta. Se te soubesse ler a sina - descobria se somos destinos. A temperatura magoa-me a alma. A calma. Sei que os teus olhos me guiaram e que as mãos só se desprenderam por necessidade. Transformo os rastos da noite em construções. Constelações. Sei que somos resultado de um momento breve; de uma distância óbvia. Se os átomos fossem visões e a arte fosse exacta. Se te soubesse ler a sina - descobria que não existem destinos, mas existem pessoas que ficam - por ser bonito ficar. Mesmo com a precipitação óbvia de quem pensa com o coração, visto-me de serenidade. Somos primeiros socorros. Citações que ficam. Tanto somos incógnitas como perguntas retóricas. Mas que sejamos tudo num tom de vermelho. Com a classe inevitável a que gostar pressupõe.
Dádivas
Tenho estado atenta a detalhes mais pequenos. Quero aperfeiçoar a minha capacidade de observação. Até o pequeno gesto de fritar batatas para um jantar a dois, me despertou mais poesia no peito. Um gesto simples, bonito (e calórico). O poder estar ali, a dividir uma mesa com as mãos que me têm dado uma segurança bonita. O Efeito Borboleta - que ficou por terminar. Uma luz de cabeceira, e um silêncio profundo que se instaura ali, sempre que o Sol se põe. Surpresas em jardins - rosas, e sandes. Para me fazer feliz, para me mmimar. Superei as minhas antes - capacidades. Tenho mostrado a mim própria metas que antes eram inatingíveis. Um amor que fica - mesmo depois das batatas fritas. Mesmo depois das idas a sítios bonitos, calculáveis. Existem sempre mais gestos de amor. Músicas. Filmes. Cartas para escrever. Também existiu uma partilha que ultrapassa o bonito. O nascimento dos bebés da minha hamster. Dez pequenos tes...
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